Castelo de cartas e dominós

dominó

Artigo do deputado AUREO

Não se trata de um incentivo ao jogo, e sim como o governo federal está jogando com todos nós, brasileiros.

Antes e durante a campanha, nós, do Partido Solidariedade, protestamos dizendo que o País que o PT queria mostrar não passava de um castelo de cartas. Frágil, ia ser derrubado ao primeiro vento.
Sob ameaças, constrangimentos e mentiras, ganhou o voto dos mais humildes fazendo-os acreditar que o Lobo Mau tinha a cara e o nome da Oposição.

Muitos perguntavam o porquê de querermos a criação de um novo Partido? Já há tantos! Depois das eleições, a resposta veio sem precisarmos dar maiores explicações: o Solidariedade queria romper com este estigma de que a luta do trabalhador, dos mais simples, dos pequenos empresários, dos aposentados tinha sua representação no Partido que aí está, quando, na verdade, desde que chegou ao poder, só representa a si próprio e aos seus.

Infelizmente, o PT mostrou que o projeto de poder estava acima do projeto de nação; que as políticas sociais estão sendo apropriadas como política de partido, e não de governo. E, como um efeito dominó, a inflação de fevereiro foi a mais alta em 12 anos; a gasolina bate na casa dos R$ 4 e a Petrobras… é rebaixada diante do mundo e da indignação de todos os brasileiros.

O cidadão atônito se pergunta: como serão as próximas compras do mês? Como manter os filhos em escolas particulares? Como não desanimar de nadar em um mar tão cheio de lama?

A mazela das contas públicas, os efeitos danosos de uma administração que só pensou em como ganhar as eleições, adiando medidas necessárias e “maquiando” tarifas de luz e preço de combustível, mostra que, há muito, a cor partidária que se assenta no poder não pensou em momento nenhum naqueles que diz defender.

De forma irresponsável, está punindo, com uma velocidade impensável, primeiramente os mais vulneráveis. Empresas demitem, deixando a indústria nacional, já tão sofrida com a concorrência externa, ainda mais frágil.

Nós, do Solidariedade, não estamos à vontade, mesmo tendo sido voz contrária. Muito pelo contrário, vestimos a armadura da responsabilidade e queremos estar na linha de frente da defesa do que acreditamos ser ainda possível: valorização do trabalho e do trabalhador; melhoria das aposentadorias; volta da estabilidade econômica sem o prejuízo dos ganhos sociais que tivemos ao longo de tantos anos.
O Solidariedade é muito mais do que cores partidárias. Defende uma posição e um Brasil de políticas públicas justas e que transpasse governos. Afinal, Nação não é feita em 12 anos, mas parece poder ser destruída num espaço de tempo bem menor.

Vamos juntos!

(*) Aureo é deputado federal pelo Solidariedade do Rio de Janeiro