Em defesa da Receita Federal de Pádua

Aureo e Vanderleia
deputado Aureo Ribeiro e Vanderleia lutam para manter a Receita Federal em Pádua

O fechamento da unidade da Receita Federal em Santo Antônio de Pádua, na região Noroeste Fluminense, será debatido em audiência pública na Câmara dos Deputados. O pedido, de autoria do deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade – RJ), foi aprovado este mês em sessão no Congresso.

O pedido de ajuda à Câmara partiu da presidente da Câmara Municipal de Santo Antônio de Pádua, a vereadora Vanderleia Marques (Solidariedade). A Unidade da Receita Federal de Pádua atende 13 Municípios, sendo 7 do Estado do Rio de Janeiro e 6 do Estado de Minas Gerais.

No requerimento foram convidados o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, representantes do Procon, além de vereadores e integrantes do governo das cidades afetadas.

Aureo e Vanderleia

deputado Aureo Ribeiro e Vanderleia lutam para manter a Receita Federal em Pádua

Receita federal mais próxima fica 100 quilômetros mais distante

De acordo com Aureo, o fechamento da unidade irá prejudicar a vida de milhares de pessoas na região, uma vez que unidade, que realiza em média 50 atendimentos diários seria fechada, só havendo atendimento em cidade distante.

“O fechamento dessa Unidade da Receita Federal irá prejudicar uma parte significativa da população, uma vez que as pessoas que quiserem tratar de assuntos relacionados à Receita terão que se deslocar para o Município de Itaperuna, que fica a 65 quilômetros de Santo Antônio de Pádua, o que pode chegar a 140, para alguns municípios mais afastados”, disse.

Aumento da sonegação

Uma preocupação da vereadora Vanderleia é quanto a arrecadação dos municípios e também o risco de aumento da sonegação, uma vez que a fiscalização ficará mais distante, podendo causar prejuízos aos cofres públicos.

“O fechamento da agência de Santo Antônio de Pádua levará a ausência da presença fiscal, o que pode provocar aos sonegadores uma menor percepção de risco, podendo resultar numa arrecadação mais baixa de tributos e gerando um efeito negativo aos municípios, que passarão a contar com repasses menores”, reforçou.